
A legislação eleitoral vigente não permite que um prefeito, ao final de seu mandato, mude de domício e queira se candidatar por uma cidade vizinha. Isto acontecia em quase todo o país. Era o chamado efeito pula/pula.
Espertalhões, aqui no Maranhão, os prefeitos que estão disputando a reeleição ou os que estão em final de mandato querem eleger parentes mais próximos em cidades vizinhas. São mães, esposas, filhos, irmãos e outros aderentes que mudaram o domícilio eleitoral.
Uma maneira de ampliar o poder financeiro e até mesmo de barganha política no Maranhão e até junto ao Governo do Estado. Não há mais como impedir neste pleito a artimanha. Somente o eleitor poderá barrar esta imoralidade.
Em Brejo de Areia, a prefeita Ludmila Almeida Silva Miranda quer colocar seu filho como candidato a prefeito de Altamira do Maranhão. Seu pai, Rosalino já foi prefeito de Altamira e chegou a eleger até um vaqueiro na sua sucessão.
Observa-se que Ludmila não quer esquecer a prática política realizada por seu pai, Rosalino Lima, que usava dessa artimanha para manter-se no poder por muito tempo e consequentemente aumentar seu poderio econômico. A fortuna do patriarca, é claro, aumentou muito depois que assumiu o cargo de prefeito. Volto a ressaltar que, somente o eleitor pode barrar tamanha imoralidade.